Eis que estou no meu quarto, um pouco entediada e com uma asia daquelas e começo a escrever. Talvez a minha vontade de escrever tenha surgido do imenso desejo de fazer algo de produtivo. Porque eu, assim como tantas pessoas nesse Brasil afora, estou desempregada e estou precisando canalizar essa energia para algum lugar. Quer dizer, não que escrever seja produtivo, no sentido de uma utilidade eminentemente materialista, mas certamente resulta num produto que é o texto, que pode ser totalmente inútil, digno de ser jogado no lixo, ou pode ser inspirador ou reflexivo ou questionador, ao menos para aquele que escreve. Neste caso, certamente a escrita servirá para algo digno de nota, digno de alguns minutos na vida do escritor ou do leitor.

Analisando mais profundamente a minha vontade de escrever nesse momento, acho que ela advém também da minha necessidade de manter a fé na vida e no futuro. Sim, porque eu realmente gosto de inspirar os outros a acreditarem em dias melhores, mas para isso eu preciso acreditar, certo? Então, nessa vontade de sair do meu desânimo momentâneo (causado por uma combinação de desemprego, asia e um pouquinho de solidão), comecei então a escrever! E realmente parece estar dando certo, porque ao escrever começo a me lembrar de que no fundo eu acredito que tudo vai dar certo.

Se Deus quiser amanhã, a minha asia vai ter passado, o emprego pode demorar mais um pouquinho, mas um dia vai aparecer e a solidão, acho que essa eu preciso aprender a lidar melhor com ela. Talvez quando a minha vida ganhar novamente mais movimento e as coisas forem se encaixando, eu nem a perceba mais… Porque solidão é algo ilusório e ao mesmo tempo real quando não conseguimos nos encontrar. Acredito que podemos nos sentir sós, mesmo estando com o marido ou numa roda de amigos e podemos nos sentir plenamente completos sem mais ninguém, desde que nos sintamos bem e plenos conosco mesmo. Papo cabeça esse né?

Enfim, o importante, como dizia Gonzaguinha, é não perder a “fé na vida, fé no homem, fé no que virá”. Mesmo que haja mais notícias ruins do que boas, mesmo que aparentemente haja mais motivos para chorar do que para sorrir, a fé é o que faz a gente acordar no outro dia com um sorriso no rosto, querendo ver o sol da janela e acreditando que a vida nos presenteará com algo bom até o anoitecer. E num é que ela sempre nos presenteia?

B.B.

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  1. Lau disse:

    Sempre produtivo! =) Continue acreditando Bruninha! Love You!

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